Nota

Este site utiliza cookies...
Os cookies são pequenos arquivos de texto que ajudam a melhorar a sua experiência de navegação no nosso site. Ao navegar em qualquer parte deste site você autoriza a utilização dos cookies. Poderá encontrar maiores informações sobre a policy dos cookies nas Condições de utilização.

Além das grades

· ​Fala o capelão da prisão romana de Rebibbia onde o Papa celebra a missa «in cena Domini» ·

«A Quinta-feira santa do Papa Francisco em Rebibbia será importante para os presos, mas talvez ainda mais para quem está fora». Sorri o Pe. Pier Sandro Spriano, capelão da prisão romana, ciente da afirmação um pouco desconcertante. Por detrás do aparente paradoxo esconde-se aquilo que para ele é o aspecto mais importante da missa «in cena Domini» que o Pontífice celebra na tarde de quinta-feira 2 de Abril.

«Os cristãos - explica ao nosso jornal – ainda não compreenderam que também dentro da prisão há uma Igreja. Não uma igreja de tijolos, mas uma igreja de homens e mulheres, que reza, celebra, reflecte, ouve a palavra de Deus e gostaria de anunciar ao mundo exterior o conceito de justiça que o Evangelho expressa». Não «o olho por olho, dente por dente» ao qual se faz referência no mundo comum. Ao contrário «a justiça do Evangelho pensa em punir se for necessário, mas ao mesmo tempo também em salvar o culpado».

Vinte e cinco anos (em cinquenta de sacerdócio) de serviço pastoral dentro da prisão consolidaram nele uma convicção: «Se além de punir quem comete um crime, eu não o curo, esta pessoa voltará ainda mais do que antes à delinquência». Por isso faz votos de que desta celebração sobressaia um «sinal forte para dizer que o crime, o mal, não anula a possibilidade de ser cristãos, e também não anula a possibilidade de ser anunciadores de uma justiça nova, do modo como o Evangelho a anuncia». E a primeira finalidade da justiça evangélica é «recompor», «reconstruir» a pessoa.

Maurizio Fontana

Edição em papel

 

AO VIVO

Praça De São Pedro

18 de Agosto de 2019

NOTÍCIAS RELACIONADAS