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​Ainda a Visitação

Na capa, «A Visitação» (atelier de Bose, ícone em estilo bizantino, têmpera a ovo)

Começamos o quinto ano de mulheres igreja mundo com uma grande novidade — a mudança de formato — mas também com um retorno: com efeito, neste número voltamos a refletir sobre aquele que foi o nosso tema inicial, a Visitação. Tema que consideramos num certo sentido o ícone programático da nossa publicação mensal. De facto, começamos o nosso trabalho inspirando-nos naquele momento inicial dos evangelhos em que duas mulheres — Maria e Isabel — se encontram, uma indo em socorro da outra nas necessidades quotidianas. Mas reduzir este encontro a um momento de solidariedade entre mulheres seria verdadeiramente pouco: com efeito, Maria e Isabel são ambas capazes de ver o significado autêntico e profundo dos acontecimentos que estão a viver, de vislumbrar o divino até mesmo quando está velado. E fazem-no antes que os homens, antes que os sacerdotes e os sábios. Por conseguinte, a Visitação é o ícone do nosso projeto: mulheres que dão à luz, ao conhecimento do mundo, aquilo que outras mulheres têm para dizer ou que no passado disseram e escreveram, o que fazem ou aquilo que já fizeram. Mulheres desejosas de se conhecer, de se ouvir e de ir umas ao encontro das outras. Mas também um ícone do olhar específico das mulheres sobre o sagrado. Um olhar diferente daquele dos homens, e precisamente por este motivo necessário, mas com tanta frequência marginalizado e esquecido. Nós queremos dá-lo a conhecer e propagá-lo no mundo. A nossa publicação mensal encontra o seu alimento precisamente naquela revolução intelectual que as mulheres levaram a cabo na cultura católica, a partir do século passado, e que se intensificou ao longo das décadas do pós-concílio, quando as mulheres finalmente tiveram acesso aos estudos teológicos. Foi uma revolução escondida, quase ignorada no seio da Igreja, mas extraordinariamente viva, rica de entusiasmo e de esperança. Queremos que a sinergia entre masculino e feminino se torne uma verdadeira força positiva na vida da Igreja, e não apenas uma exortação abstrata e vazia, para o bem de todos os crentes e daqueles que, atraídos por este exemplo de harmonia, desejarem aproximar-se da fé. (lucetta scaraffia

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21 de Agosto de 2019

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