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A Palavra de Deus critério que guia a existência

· Angelus de domingo 28 de Fevereiro com os fiéis na Praça de São Pedro ·

A Palavra de Deus deve ser «o critério» que guia a existência dos cristãos e, em particular, a dos sacerdotes e dos pastores. Recordou Bento xvi durante o Angelus de domingo, 28 de Fevereiro, recitado com os fiéis na Praça de São Pedro.

Concluíram-se ontem, aqui no Palácio Apostólico, os Exercícios Espirituais que, como é costume, se realizam no início da Quaresma no Vaticano. Com os meus colaboradores da Cúria Romana transcorremos dias de recolhimento e de oração intensa, reflectindo sobre a vocação sacerdotal, em sintonia com o Ano que a Igreja está a celebrar. Agradeço a quantos nos acompanharam espiritualmente.

Neste segundo domingo de Quaresma a liturgia é dominada pelo episódio da Transfiguração, que no Evangelho de São Lucas segue imediatamente o convite do Mestre: «Se alguém quer vir após Mim, negue-se a si mesmo, tome a sua cruz, dia após dia, e siga-Me» (Lc 9, 23). Este acontecimento extraordinário, é um encorajamento a seguir Jesus.

Lucas não fala de Transfiguração, mas descreve quanto aconteceu através de dois elementos: o rosto de Jesus que muda e a sua veste que se torna cândida e resplandecente, na presença de Moisés e Elias, símbolo da Lei e dos Profetas. Os três discípulos que assistem ao acontecimento estão oprimidos pelo sono: é a atitude de quem, mesmo sendo espectador dos prodígios divinos, não compreende. Só a luta contra o turpor que se apodera deles permite que Pedro, Tiago e João «vejam» a glória de Jesus. Então o ritmo torna-se premente: enquanto Moisés e Elias se separam do Mestre, Pedro fala e, enquanto está a falar, uma nuvem cobre a ele e aos outros discípulos com a sua sombra; é uma nuvem que, enquanto cobre, revela a glória de Deus, como aconteceu com o povo peregrino no deserto. Os olhos já não podem ver, mas os ouvidos podem ouvir a voz que sai da nuvem: «Este é o Meu Filho dilecto, escutai-O» (v. 35).

Os discípulos já não estão diante de um rosto transfigurado, nem de uma veste cândida, nem de uma nuvem que revela a presença divina. Diante dos seus olhos está «Jesus sozinho» (cf. v. 36). Jesus ficou só diante do seu Pai, enquanto reza, mas, ao mesmo tempo, «Jesus só» é quanto é dado aos discípulos e à Igreja em cada época: é quanto deve ser suficiente para o caminho. É ele a única voz que deve ser ouvida, o único que deve ser seguido, ele que subindo a Jerusalém entregará a vida e um dia «transfigurará o nosso corpo miserável para o conformar com o seu corpo glorioso» (Fl 3, 21).

Neste período quaresmal convido todos a meditar  assiduamente o Evangelho. Além disso, faço votos para que neste Ano sacerdotal os Pastores «sejam verdadeiramente imbuídos da Palavra de Deus, a conheçam deveras, a amem a ponto que ela lhes dê realmente vida e forme o seu pensamento» (Homilia na Missa crismal, 9 de Abril de 2009). A Virgem Maria nos ajude a viver intensamente os nossos momentos de encontro com o Senhor para que possamos segui-lo todos os dias com alegria. Dirijamos para ela o nosso olhar invocando-a com a oração do Angelus.

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19 de Setembro de 2019

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