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A má informação aumenta a dor das vítimas

· Posição do cardeal arcebispo de Sydney sobre os abusos ·

O mal do abuso sexual não poder ter lugar na Igreja e ninguém deveria duvidar da intenção firme de Bento XVI de o debelar, afirmou o cardeal George Pell, arcebispo de Sydney. A carta pastoral sem precedentes que o Papa escreveu aos católicos da Irlanda «reflecte a sua profunda compaixão pelas vítimas de abusos sexuais e o seu forte compromisso a fim de que se faça justiça». Na Austrália, durante a Jornada Mundial da Juventude de 2008, Bento XVI encontrou-se com as vítimas de abusos cometidos por sacerdotes. O Papa é um homem de enorme compaixão e bondade: «Está empenhado pessoalmente a realizar tudo o que pode para fazer justiça e confortar as vítimas». O seu apelo a uma colaboração contínua com a polícia e os órgãos de justiça nos casos de abusos é coerente com a sua abordagem da problemática, desde quando era Prefeito da Congregação para a Doutrina da Fé. Em 2001, o então cardeal Ratzinger emanou uma instrução a todos os bispos, pedindo-lhes que consultassem a Congregação nas relativas investigações. Afirma-se muitas vezes que essa instrução «exigia que os bispos tratassem as acusações no mais absoluto segredo, sem informar a polícia, sob pena de excomunhão», mas «a carta do cardeal Ratzinger não faz qualquer referência à excomunhão». Muitas acusações feitas pelos órgãos de imprensa fazem referência a disposições que, contudo, remontam a 1962, superadas por este último documento: «Recebi a carta de 2001 logo que fui nomeado arcebispo de Sydney. Cinco anos depois, instituí uma comissão independente, chefiada por Peter O'Callaghan, Queen's Counsel, para investigar as acusações na arquidiocese de Melbourne. Não fui excomungado, como não o foram os demais bispos quando estabeleceram o precedimento denominado Toward Healing. Quando, no âmbito de tais procedimentos, são apresentadas acusações relativas a casos que remontam a décadas antes, as vítimas são sempre encorajadas a ir à polícia, embora muitas vezes prefiram a privacidade. O tema é muito triste e sério para permitir que circule a má informação, que faz aumentar a dor das vítimas». Na Austrália, as normas eclesiásticas «nunca foram interpretadas como uma proibição de denunciar os crimes às autoridades civis».

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19 de Novembro de 2019

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