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A janela pela qual entra o futuro

· Na chegada ao Rio de Janeiro o Papa bate à porta do coração dos brasileiros e pede mais espaço e tutela para os jovens ·

O que será de nós se não cuidarmos dos filhos, pupila dos nossos olhos?

Quando o Papa Francisco chegou ao Rio de Janeiro, na tarde de segunda-feira 22 de Julho, e bateu «delicadamente» à «porta do coração» do Brasil pedindo para entrar, os brasileiros já lho tinham escancarado. E talvez o pequeno imprevisto ocorrido quando entrou na cidade, ao longo do percurso do cortejo papal que, devido a um erro no itinerário, se encontrou no meio de uma multidão em festa, tenha levado a materializar-se naqueles poucos metros a «empatia» entre o Papa Bergoglio e os brasileiros, destinada a marcar esta sua primeira viagem apostólica internacional.

Com o Pontífice circundado pelo carinho caloroso do povo, ao qual ele, visivelmente feliz diante de tanto entusiasmo, respondia com sorrisos e apertos de mão, começava a vigésima oitava Jornada mundial da juventude. E o Papa Francisco – que em dois tweets, enviados entre a noite de segunda-feira e a manhã do dia seguinte através do @Pontifex, definiu o encontro do Rio «uma ocasião para aprofundar a nossa amizade em Jesus Cristo» e agradeceu aos jovens e às autoridades locais o «magnífico acolhimento em terra carioca – dirigiu imediatamente o pensamento às novas gerações, definindo-as «janelas» através das quais o futuro da humanidade entra no mundo. Falava diante  da presidente do Brasil, Dilma Rousseff, durante a recepção oficial; mas é claro que a imagem da «janela» referida à juventude tinha o valor de um desafio dirigido a uma geração inteira. A nossa geração.  Que «se demonstrará à altura da promessa contida em cada jovem – disse – quando souber abrir-lhe espaço. Isso significa: tutelar as condições materiais e imateriais para o seu pleno desenvolvimento; oferecer a ele fundamentos sólidos, sobre os quais construir a vida; garantir-lhe segurança e educação para que se torne aquilo que ele pode ser; transmitir-lhe valores duradouros pelos quais a vida mereça ser vivida; assegurar-lhe um horizonte transcendente que responda à sede de felicidade autêntica, suscitando nele a criatividade do bem; entregar-lhe a herança de um mundo que corresponda à medida da vida humana; despertar nele as melhores potencialidades para que seja sujeito do próprio amanhã e corresponsável do destino de todos». Somente com essas atitudes – concluiu o Papa – precedemos hoje o futuro que entra pela janela dos jovens».

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18 de Novembro de 2019

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