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A fome e a crise sudanesa

· O povo em Khartoum protesta enquanto Juba arrisca a bancarrota ·

No substancial impasse das negociações entre Sudão e Sudão do Sul a fim de encontrar soluções para os contrastes ainda não resolvidos desde a proclamação, há quase um ano, da independência do Sudão do Sul, a crise   tem repercussões cada vez mais pesadas sobre a vida das populações, não só nas áreas  de fronteira, que são teatro da retomada dos combates. No respeitante ao Sudão, os protestos em diversas cidades que há dias se verificam, são o indicador de uma situação cada vez mais difícil num dos poucos países da área  que no ano passado não tinha sido atingido pelas revoltas da chamada Primavera árabe. O descontentamento juvenil, que das universidades  ameaça propagar-se a toda a sociedade, reflecte as dificuldades que o Sudão está a enfrentar num momento de crise económica sem precedentes. Aliás, também o Sudão do Sul, enfrenta dificuldades tornadas dramáticas pelo confronto com Khartoum. O Governo de Juba em Janeiro tinha decidido o bloco das exportações de petróleo no âmbito da contenda com Khartoum sobre o uso dos oleodutos  e até agora perdeu 98% das suas entradas monetárias. Para fazer face à situação e para ter rendimentos, está a estudar medidas extraordinárias como empréstimos estrangeiros ou de bancos privados, mas também a venda de concessões petrolíferas ou mineiras.

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20 de Outubro de 2019

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