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À escuta de Deus no deserto do mundo

· Angelus de domingo 5 de Dezembro ·

No Advento cada cristãoestá chamado «a ouvir a voz deDeus, que ressoa no deserto do mundo através das Sagradas Escrituras». Disse o Papa durante a recitação da prece mariana do Angelus de Domingo, 5 de Dezembro.

Queridos irmãos e irmãs!

O Evangelho deste segundo domingo de Advento (Mt 3, 1-12) apresenta-nos a figura de São João Baptista, o qual, segundo uma célebre profecia de Isaías (cf. 40, 3), se retirou no deserto da Judeia e, com a sua pregação, convidou o povo a converter-se para estar preparado para a iminente vinda do Messias. São Gregório Magno comenta que João Baptista «prega a fé recta e as obras boas... para que a força da graça penetre, a luz da verdade resplandeça, os caminhos para Deus se endireitem e surjam no ânimo pensamentos honestos depois da escuta da Palavra que guia para o bem» (Hom. in Evangelia, XX, 3, ccl 141, 155). O percurso de Jesus, situado entre a Antiga e a Nova Aliança, é como uma estrela que precede o nascer do Sol, de Cristo, isto é, d’Aquele sobre o qual — segundo outra profecia de Isaías — «se pousará o Espírito do Senhor, espírito de sabedoria e de inteligência, espírito de conselho e de fortaleza, espírito de conhecimento e de temor do Senhor» (Is 11, 2).

No Tempo do Advento, também nós somos chamados a ouvir a voz de Deus, que ressoa no deserto do mundo através das Sagradas Escrituras, sobretudo quando são pregadas com a força do Espírito Santo. De facto, quanto mais a fé se deixa iluminar pela Palavra divina tanto mais se fortelece, por «tudo o que — como nos recorda o apóstolo Paulo — foi escrito antes de nós... por nossa instrução, porque, em virtude da perseverança e do conforto que provêm das Escrituras, mantemos viva a esperança» (Rm 15, 4). O modelo da escuta é a Virgem Maria: «contemplando na Mãe de Deus uma existência totalmente modelada pela Palavra, descobrimo-nos também nós chamados a entrar no mistério da fé, mediante a qual Cristo vem habitar na nossa vida. Cada cristão que crê, recorda-nos Santo Agostinho, num certo sentido concebe e gera o Verbo de Deus» (Exort. ap. pós-sinodal Verbum Domini, 28).

Queridos amigos, «a nossa salvação baseia-se numa vinda», escreveu Romano Guardini (La santa notte. Dall’Avvenmto all’Epifania, Brescia, 1994, p. 13). «O Salvador veio da liberdade de Deus... Assim a decisão da fé consiste... em acolher Aquele que se aproxima» (Ibid., p. 14). «O Redentor — acrescenta — vem junto de cada homem: nas suas alegrias e angústias, nos seus conhecimentos claros, nas suas perplexidades e tentações, em tudo o que constitui a sua natureza e a sua vida» (Ibid., p. 15).

À Virgem Maria, em cujo seio habitou o Filho do Altíssimo, e que quarta-feira próxima, 8 de Dezembro, celebraremos na solenidade da Imaculada Conceição, pedimos que nos ampare neste caminho espiritual, para acolher com fé e com amor a vinda do Salvador.

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18 de Agosto de 2019

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