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A cruz de Cristo grito dos inocentes

· Na praia de Copacabana a Via-Sacra da Jornada mundial da juventude que se concluiu domingo ·

O encontro com jovens presos e o apelo contra qualquer forma de violência

Cristo que «com a sua Cruz percorre os nossos caminhos e assume   os nossos  medos, os nossos problemas, os nossos sofrimentos, inclusive os mais profundos» foi proposto pelo Papa na sexta-feira 26 de Julho, numa noite iluminada pela fé de mais de um milhão de jovens, na praia de Copacabana, na qual na noite de sábado se celebrou também a vigília de oração e no domingo a missa conclusiva da JMJ. Aquele Cristo que com a sua cruz «se une ao silêncio das vítimas da violência –  disse o Pontífice – que já não podem gritar, sobretudo os inocentes e indefesos».

O  Papa tinha repetido poucas horas antes, no palácio arquiepiscopal do Rio de Janeiro,  «Nunca mais... nenhuma violência, só amor» quando se  encontrou  com oito presos menores de idade.  Foram eles que recordaram uma das páginas mais terríveis da história recente do Brasil, quando oito jovens inermes, refugiando-se numa igreja no Rio para passar a noite com outros meninos de rua, perderam a vida durante uma violenta acção policial. Os seus nomes foram escritos nas contas de um grande terço que os presos ofereceram ao Papa para que continue a rezar por eles.

Um dos momentos fortes que caracterizaram  a sexta-feira  do Pontífice no Rio foi o encontro com os fiéis reunidos diante do Palácio arquiepiscopal para a recitação do Angelus. Encontro que no Brasil se celebra como a «Hora de Maria». O Papa, aproveitando a ocasião da festa dos santos Joaquim e Ana, pais da Virgem, realçou o «valor precioso da família como lugar privilegiado para transmitir a fé». E permanecendo no ambiente familiar recordou que a memória dos santos avós de Jesus coincide em vários países do mundo, como no Brasil, com a festa dos avós, «importantes na vida da família para comunicar o património de humanidade e de fé que é essencial para todas as sociedades».

E na parte da manhã, concelebrando a missa na residência do Sumaré com alguns irmãos de hábito que estão no Brasil, o Papa realçou a importância dos avós sobretudo à luz do diálogo necessário entre as gerações, entre avós e netos, entre sabedoria e futuro.

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27 de Janeiro de 2020

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