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A alegria da fé e o resgate do sofrimento

· De Aparecida ao Rio de Janeiro o dia do Papa Francisco ·

«Manter a esperança, deixar-se surpreender por Deus, e viver na alegria»: estas «três simples posturas», indicadas sobretudo aos jovens «luzes de esperança» para a Igreja e para a sociedade, encerram a visão da fé do Papa Francisco, que foi em peregrinação a Aparecida na quarta-feira de manhã, 24 de Julho. Já lá tinha ido há seis anos como cardeal, para participar nos trabalhos da V conferência geral do Celam presididos pelo seu predecessor Bento XVI. Hoje voltou para consagrar à Virgem o seu pontificado e invocar a protecção sobre o bom êxito da Jornada mundial da juventude e sobre a vida de todo o povo latino-americano.

E no santuário mariano nacional do Brasil, o maior da América latina com as suas dimensões pouco inferiores à basílica de São Pedro, tem a intenção de voltar num futuro não distante: confidenciou ele mesmo no final da missa, quando ao abençoar quantos tinham seguido o rito pelos grandes écrans, pediu que rezassem para que possa voltar ali em 2017, quando será celebrado o terceiro centenário do achado da venerada  pequena imagem negra.

À tarde regressando de avião ao Rio de Janeiro, o Pontífice encerrou a jornada com uma visita ao Hospital São Francisco de Assis na Providência de Deus. Sobrevoando a metrópole carioca, pôde ver as evidentes contradições entre os arranha-céus  de vidro e aço, os centros comerciais iluminados com luz néon e os campos de golfe  por um lado, e,   por outro, as colinas onde se encontram as favelas. Enquanto que nos deslocamentos de carro repetiram-se, não obstante o mau tempo, as cenas de alegria do dia da chegada; com tanto povo em festa ao longo das estradas, nesta circunstância melhor presidiadas e vedadas.

O encontro foi realizado com simplicidade franciscana: depois de ter rezado na capela do hospital, o Santo Padre ofereceu um conjunto litúrgico composto por cálices e ampolas em cerâmica decoradas à mão. Em seguida no pátio, entre cânticos e numerosos aplausos, antes do discurso do Santo Padre tomaram a palavra o arcebispo Tempesta, o coordenador do projecto e vigário da Pastoral da caridade na arquidiocese carioca, pe. Manoel de Oliveira Manangão, dois doentes e o director da estrutura, frei Francisco Bellotti. Particularmente significativas foram as palavras dos dois jovens, que com o seu testemunho de dor e esperança comoveram o Papa e todos os presentes. Entre eles alguns ex-toxicodependentes que confeccionaram as cadeiras utilizadas na ocasião. Por seu lado o Pontífice condenou os mercantes de morte que difundem a chaga do narcotráfico e reafirmou a sua contrariedade à liberalização das drogas, problemática que está a ser debatida em várias partes da América latina.

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18 de Janeiro de 2020

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